quinta-feira, 19 de agosto de 2010

OBRAS DE CIRO FERNANDES: ASS:Sofia Lins 7c n27

(Ciro Fernandes)











































O artista plástico paraibano Ciro Fernandes, reconhecido nome da xilogravura nordestina.
Ciro Fernandes é paraibano, de 1942. Artista plástico, participou de muitas exposições, em várias capitais brasileiras. Para a editora José Olympio ilustrou O menino que virou escritor (sobre a infância de José Lins do Rego), de Ana Maria Machado, considerado “Altamente recomendável” pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, e atualmente trabalha nas ilustrações de Romances de cordel, de Ferreira Gullar (a ser editado em 2009). É também autor, com Sonho de papel, publicado pela Editora José Olympio em 2002. Ciro Fernandes trabalha e mora no Rio de Janeiro.
ASS: Sofia Lins 7c n 27
Xilografura- Definição e histórico- Carina Lima Schafran 7º c nº 07

História

A xilogravura já era conhecida dos egípcios, indianos e persas, que a usavam para a estampagem de tecidos. Mais tarde, foi utilizada como carimbo sobre folhas de papel para a impressão de orações budistas na China e no Japão.

Com a expansão do papel pela Europa, começa a aparecer com maior frequência no Ocidente no final da Idade Média (segunda metade do século XIV), ao ser empregada nas cartas de baralho e imagens sacras. No século XV, pranchas de madeira eram gravadas com texto e imagem para a impressão de livros que, até então, eram escritos e ilustrados a mão. Com os tipos móveis de Gutemberg, as xilogravuras passaram a ser utilizadas somente para as ilustrações.

A descoberta das técnicas de gravura em metal fez com que a xilogravura perdesse sua importância no decorrer da Idade Moderna, mas nunca desapareceu completamente como arte.
No final do século XIX, muitos artistas de vanguarda se interessaram pela técnica e a resgataram como meio de expressão. Alguns deles optavam por produzir obras únicas, deixando de lado uma das principais características da xilogravura: a reprodução.

No Brasil, a xilogravura chega com a mudança da Família Real portuguesa para o Rio de Janeiro. A instalação de oficinas tipográficas era proibida até então. Os primeiros xilogravadores apareceram depois de 1808 e se espalharam principalmente pelas capitais, produzindo cartas de baralho, ilustrações para anúncios, livros e periódicos, rótulos, etc.

Os editores dos livretos decoravam as capas para torná-las mais atraentes, chamando a atenção do público para a estória narrada. Para isso, utilizavam o que estava à mão: poderiam ser os clichês de metal (são como carimbos) que começavam a substituir os de madeira no início do século XX ou simples vinhetas decorativas. A xilogravura como ilustração, feita sob encomenda para determinado título, nasce da necessidade de substituir os clichês de metal já gastos. Por isso, não é difícil encontrar xilogravuras de capas de cordel imitando desenhos e fotografias de clichês. Mas, a xilogravura popular nordestina ganhou fama pela qualidade e originalidade de seus artistas.

Hoje em dia, muitos gravadores nordestinos vendem suas gravuras soltas além de continuarem a produzir ilustrações para as capas dos cordéis. Gravadores como J. Borges, José Lourenço, Jerônimo e muitos outros, expõem seus trabalhos em importantes instituições no Brasil e no exterior.

Definição de Xilogravura:

A xilogravura é um processo de gravação em relevo que utiliza a madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado.

Para fazer uma xilogravura é preciso uma prancha de madeira e uma ou mais ferramentas de corte, com as quais se cava a madeira de acordo com o desenho planejado.

Depois de gravada, a matriz recebe uma fina camada de tinta espalhada com a ajuda de um rolinho de borracha. Para fazer a impressão, basta posicionar uma folha de papel sobre a prancha com tinta e fazer pressão manualmente, esfregando com uma colher ou com as mãos, com a ajuda de uma prensa.

É uma técnica bastante simples e barata; por isso se presta tão bem às ilustrações das capas dos folhetos de cordel.


Curiosidades:

As áreas cavadas na madeira não recebem tinta e a imagem vista na madeira sai espelhada na impressão; no caso de haver texto, grava-se as letras ao contrário.
Os gravadores(que realizam a xilogravura)nordestinos fabricam suas próprias ferramentas de corte com pregos e varetas de guarda-chuva, por exemplo, para conseguirem diferentes efeitos no desenho.

Fonte:http://www.teatrodecordel.com.br/xilogravura.htm

A xilogravura é muito importante para o Cordel pois ilustra suas capas com desenhos muito variados, incluindo clichês de artistas de cinema, fotos de postais, retratos de Padre Cícero e Lampião. Sabe-se que o cordel antigo não trazia xilogravuras. Suas capas eram ilustradas apenas com vinhetas - pobres arabescos usados nas pequenas tipografias do interior nordestino.Para fazer o trabalho nas capas, os artistas usavam madeiras leves, como umburana, pinho, cedro, cajá.

Fonte: http://www.cordelon.hpg.ig.com.br/xilo.htm

Há indícios de que o livro Diamond Sutra foi o primeiro livro impresso através da xilogravura de que se tem notícia, produzido em 868, século IX:




Fonte: http://www.rightreading.com/printing/gutenberg.asia/gutenberg-asia-6-china-blockbook.htm



Mais alguns exemplos de xilogravuras:


GOELDI, Oswaldo (1895-1961) Cana Urbana, homem e cachorro



GOELDI, Oswaldo (1895 - 1961) Gato e peixe - Reproduzida no livro do artista “Osvaldo Goeldi Mestre Visionário”, página 60. Reproduzido no livro Um Auto-Retrato de Oswaldo Goeldi, página 67.

Fonte: http://www.tntarte.com.br/tnt/scripts/2006_agosto/imagens.asp?page_ini=171














As Parcas, 1513

Hans Baldung Green ( Alemanha 1484-1545)

Xilogravura

Museu de Arte do Condado de Los Angeles, EUA

Fonte:http://peregrinacultural.wordpress.com/2009/08/page/2/

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Fernanda Namie Marques Hirai 7C/n13

Aldemir Martins em seu atelier

Ass: Fernanda 7C/n13



Fernanda Namie Marques Hirai, 7C/n13


À direita, gravura de Aldemir Martins, Marinha com Coqueiros.
Ass: Fernanda 7C/n13

Fernanda Namie Marques Hirai 7C/n13


À esquerda, obra de Aldemir
Martins em homenagem a Pelé.
Ass: Fernanda Namie Marques Hirai, 7C/n13

Aldemir Martins-Ass: Fernanda Namie Marques Hirai 7C/n13


O artista plástico Aldemir Martins nasceu em Ingazeiras, no Vale do Cariri, Ceará em 8 de novembro de 1922.A sua vasta obra, importantíssima para o panorama das artes plásticas no Brasil, pela qualidade técnica o por interpretar o "ser" brasileiro, carrega a marca da paisagem e do homem do Nordeste.

Aldemir Martins serviu ao exército de 1.941 a 1.945, sempre desenvolvendo sua obra nas horas livres.Ele estimulou e frequentou o meio artístico no Ceará e também participou da criação do grupo ARTYS e da SCAP(Sociedade Cearense de Artistas Plásticos), juntamente aos outro pintores: Mário Barata, Antonio Bandeira e João Siqueira.

Aldemir Martins tinha um grande gosto pela experiência de viajar, em 1.945 mudou-se para o Rio de Janeiro e em 1.946 para São Paulo, também morou em Roma(1960/61) mas já tinha planos de voltar ao Brasil para morar definitivamente.Este gostava mesmo do interior do Brasil.

O artista participou de diversas exposições no Brasil e no exterior revelando sua produção artística e fecunda.Sua técnica abrange diferentes formas de expressão como a pintura, a gravura, o desenho, a cerâmica e a escultura.

Aldemir Martins pode ser definido como um artista por EXCELÊNCIA.Seus temas mais presentes em suas obras são a natureza e a gente brasileira, através da intuição e da memória afetiva, eles são pintados e compreendidos.

Aldemir Martins faleceu no dia 05 de Fevereiro de 2006 aos 83 anos de idade, no hospital São Luís em São Paulo.

Ass: Fernanda 7C/n13